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sábado, 14 de novembro de 2020

Realizado o Encontro Mundial da Classe Operária Antiimperialista * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/BR

 Realizado o Encontro Mundial da Classe Operária Antiimperialista

 
Foi realizado nos dias 12 e 13 de novembro, o Encontro Mundial da Classe Operária Antiimperialista direto de Caracas, Venezuela. O evento, articulado pelas mídias digitais devido à pandemia de covid-19, foi convocado pela Plataforma de la Clase Obrera Antiimperialista (PCOA), impulsionada pela Vice Presidência da Classe Operária do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e pela Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, Campo e Pesca (CBST-CCP).

O Encontro reuniu mais de 300 trabalhadores e 61 delegações dos cinco continentes. Diversas organizações sindicais, populares e partidos operários se fizeram presentes. Particularmente do Brasil, participaram, além da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT), delegados da central Intersindical e do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Foram organizadas duas mesas de trabalho, onde se debateu a necessidade de impulsionar em nível internacional, um conjunto de lutas sistemáticas contra as políticas econômicas neoliberais e os ataques imperialistas contra os povos. Segundo o camarada Nelson Herrera, comissário geral da PCOA, “A covid-19 tem desmascarado o capitalismo, removeu o véu. Os trabalhadores fortalecerão a unidade para enfrentar as corporações financeiras subservientes ao capitalismo”.

Para o líder sindical palestino Imad Temeiza, “É necessário aumentar a solidariedade humana em todos os níveis (...) para apoiar os povos que lutam contra os bloqueios econômicos e o imperialismo”. Karen Jarred, militante da Coalização de Sindicalistas Negros dos Estados Unidos e Canada, denunciando a pátria imperialista ianque, afirmou que “O covid-19 tem exposto as verdadeiras condições de exclusão social, em que vivem muitas mulheres, homens e crianças da classe trabalhadora estadunidense e canadense(...)o imperialismo nos está matando, o assassinato a sangue frio de George Floyd pôs no mapa esta situação(...)”.

O presidente bolivariano da Venezuela Nicolas Maduro, presente no encontro, por sua vez afirmou: “Cada povo seguirá seu próprio caminho, seus próprios líderes, nós temos encontrado o nosso caminho, o socialismo do século XXI”. Ainda segundo Maduro: “Ademais tentaram me assassinar por ordem de Donald Trump e as oligarquias mundiais, porém a Venezuela está de pé, na batalha e na vitória, seguiremos nosso caminho”.

Diversas outras intervenções antiimperialistas e em defesa da Venezuela por parte dos delegados operários, foram saudadas com entusiasmo. Nas mesas de trabalho se discutiu propostas e planos de organização em nível internacional contra o imperialismo. Além disso foi debatido projetos entorno da implementação de um ambicioso trabalho de comunicação anti-hegemônica, para fazer frente a guerra psicológica de quinta geração arquitetada pelo imperialismo com o auxílio da imprensa burguesa mundial contra os trabalhadores e países alvos da sanha golpista como Venezuela, Cuba, Irã, etc.

O companheiro Roberto Bergoci, representando a Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, propôs “A formação de núcleos da PCOA nos países onde possuímos militantes, ativistas ou simpatizantes; estes núcleos precisam ser órgãos atuantes em seus países, divulgando através de um sério trabalho de imprensa e comunicação, os interesses dos trabalhadores e dos povos que lutam heroicamente contra a besta imperialista(...)que as atividades desses núcleos sejam centralizadas, articuladas e coordenadas pelos órgãos centrais da PCOA, afim de coordenar internacionalmente a luta revolucionária e antiimperialista”.

Ainda segundo Bergoci, “A atual fase de completa mundialização e apodrecimento do capitalismo, expressada nas políticas neoliberais em todo o globo, torna ainda mais imperiosa a necessidade de os trabalhadores lutarem e combaterem o capitalismo e o imperialismo internacionalmente(...)O internacionalismo proletário e a revolução socialista nunca foram tão urgentes e necessários como em nossa época de turbulências, questão decisiva mesmo para a sobrevivência da humanidade”.

O Encontro Mundial dos Trabalhadores foi um importante passo no sentido de articular em nível para além das fronteiras nacionais, a luta proletária e popular. Neste sentido, a PCOA já se coloca concretamente como uma entidade de Frente Revolucionária Antiimperialista Internacional, algo da maior importância para as lutas de classes da atualidade, devendo portanto, ser saudada por todos os explorados e oprimidos do mundo.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, no melhor espirito do internacionalismo proletário, brinda a vitoriosa e histórica iniciativa da PCOA, que se propõe levar adiante a grande lição de nossos mestres Karl Marx e Friedrich Engels: “Trabalhadores de todos os países , uni-vos!”.

sábado, 25 de abril de 2020

Carta de solidariedade da Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores ao povo de Cuba * FNMT - BR


Carta de solidariedade da Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores ao povo de Cuba





A Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores-FNMT, 

vem a público denunciar o acirramento do bloqueio genocida por parte do governo imperialista dos Estados Unidos da América contra todo o povo cubano. Num momento difícil aos povos do mundo, marcado pela grave crise do regime capitalista, potencializada pela pandemia global do Covid-19, que já atingiu mais de 2,83 milhões de pessoas e dizimou as vidas de outros 198 mil, não podemos admitir sob hipótese alguma, o recrudescimento do terrorismo de Estado por parte do governo de Donald Trump contra Cuba.
Como verdadeiro genocida, o imperialismo estadunidense cortou o acesso que a Ilha revolucionária tinha a dois de seus habituais fornecedores de aparelhos respiratórios, no intuito claro e macabro, de provocar um morticínio em Cuba. Além disso, o criminoso bloqueio imperialista contra a Ilha, tem impedido o país de comprar junto a empresas estadunidenses medicamentos necessários à vida de seu povo.
Segundo matéria do jornal cubano Granma no último dia 14 de abril:
“ O diplomata cubano [Eugenio Martinez Enriquez] denunciou, também, que a nação caribenha não pode comprar medicamentos a empresas dos Estados Unidos porque o bloqueio o impede, segundo confirmou, recentemente, o vice-presidente da MediCuba, Lázaro Silva, entidade responsável por importar remédios, equipamentos e insumos médicos.
A nova medida, impulsionada pela administração de Donald Trump, produz-se poucas horas depois que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fizesse um apelo para «pôr a política em quarentena», porque «temos milhares de vidas em jogo», aludindo ao perigo que representa o novo coronavírus.
Contudo, para a Casa Branca, é apenas mais uma prova do seu desprezo pela vida e seu ódio doentio ao povo cubano”.
A matéria do Granma também denúncia que , “Há poucos dias, por exemplo, o Governo da Ilha denunciou que uma doação de insumos médicos para combater a Covid-19, vinda da fundação chinesa Alibaba, não tinha conseguido chegar ao país, porque a empresa estadunidense contratada para transportá-la, recusou-se no último momento, sob o pretexto de que o impediam as regulamentações do bloqueio.
No último ano, Cuba perdeu US$ 160 milhões por causa das sanções estadunidenses no âmbito da saúde, tendo que comprar em lugares remotos, com fretes mais onerosos” (Jornal Granma, 14-04-2020).
O acirramento do bloqueio genocida por parte de Washington contra a Ilha se agrava, ao ponto de somente em 2019, os criminosos da Casa Branca tenham implementado mais de 80 ações e medidas contra o povo cubano, aplicar sanções contra 27 empresas do setor energético para impedir o acesso do país a combustíveis, punir com severas multas instituições financeiras de diversos países por manterem transações com Cuba, além de impedir que atracasse à Ilha embarcações com remédios.

Enquanto Cuba tem fortalecido sua tradicional solidariedade socialista e internacionalista aos povos afetados pelo Covid-19, enviando médicos a diversos países, os EUA, além de implementar bloqueios assassinos contra outros povos como os da Venezuela, Coréia do Norte, Irã, Síria, etc., vem levando adiante uma política de pirataria aberta, confiscando mascarás e outros insumos essências para salvar vidas de nações inteiras.
Diante de sua senilidade e decadência, o imperialismo ianque torna-se mais agressivo e destrutivo contra os povos da Terra, sendo uma ameaça clara a toda a humanidade.
Defendemos intransigentemente o povo cubano e todos os povos atacados pelo imperialismo. Em nossa América Latina, defendemos a constituição de verdadeiros organismos de luta, que nos possibilite formar uma grande Frente Revolucionária Antiimperialista e em defesa de Cuba e de todos as vítimas dos genocidas ianques.
Como marxistas-leninistas e discípulos de José Marti, Mariátegui, Fidel, Che e Abimael Guzmán, temos plena consciência de que somente a revolução socialista em toda a América Latina poderá pôr fim à odiosa hegemonia ianque.
Morte ao imperialismo e vida longa ao heróico povo de Cuba!
Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores
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