sábado, 25 de abril de 2020

Carta de solidariedade da Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores ao povo de Cuba * FNMT - BR


Carta de solidariedade da Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores ao povo de Cuba





A Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores-FNMT, 

vem a público denunciar o acirramento do bloqueio genocida por parte do governo imperialista dos Estados Unidos da América contra todo o povo cubano. Num momento difícil aos povos do mundo, marcado pela grave crise do regime capitalista, potencializada pela pandemia global do Covid-19, que já atingiu mais de 2,83 milhões de pessoas e dizimou as vidas de outros 198 mil, não podemos admitir sob hipótese alguma, o recrudescimento do terrorismo de Estado por parte do governo de Donald Trump contra Cuba.
Como verdadeiro genocida, o imperialismo estadunidense cortou o acesso que a Ilha revolucionária tinha a dois de seus habituais fornecedores de aparelhos respiratórios, no intuito claro e macabro, de provocar um morticínio em Cuba. Além disso, o criminoso bloqueio imperialista contra a Ilha, tem impedido o país de comprar junto a empresas estadunidenses medicamentos necessários à vida de seu povo.
Segundo matéria do jornal cubano Granma no último dia 14 de abril:
“ O diplomata cubano [Eugenio Martinez Enriquez] denunciou, também, que a nação caribenha não pode comprar medicamentos a empresas dos Estados Unidos porque o bloqueio o impede, segundo confirmou, recentemente, o vice-presidente da MediCuba, Lázaro Silva, entidade responsável por importar remédios, equipamentos e insumos médicos.
A nova medida, impulsionada pela administração de Donald Trump, produz-se poucas horas depois que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fizesse um apelo para «pôr a política em quarentena», porque «temos milhares de vidas em jogo», aludindo ao perigo que representa o novo coronavírus.
Contudo, para a Casa Branca, é apenas mais uma prova do seu desprezo pela vida e seu ódio doentio ao povo cubano”.
A matéria do Granma também denúncia que , “Há poucos dias, por exemplo, o Governo da Ilha denunciou que uma doação de insumos médicos para combater a Covid-19, vinda da fundação chinesa Alibaba, não tinha conseguido chegar ao país, porque a empresa estadunidense contratada para transportá-la, recusou-se no último momento, sob o pretexto de que o impediam as regulamentações do bloqueio.
No último ano, Cuba perdeu US$ 160 milhões por causa das sanções estadunidenses no âmbito da saúde, tendo que comprar em lugares remotos, com fretes mais onerosos” (Jornal Granma, 14-04-2020).
O acirramento do bloqueio genocida por parte de Washington contra a Ilha se agrava, ao ponto de somente em 2019, os criminosos da Casa Branca tenham implementado mais de 80 ações e medidas contra o povo cubano, aplicar sanções contra 27 empresas do setor energético para impedir o acesso do país a combustíveis, punir com severas multas instituições financeiras de diversos países por manterem transações com Cuba, além de impedir que atracasse à Ilha embarcações com remédios.

Enquanto Cuba tem fortalecido sua tradicional solidariedade socialista e internacionalista aos povos afetados pelo Covid-19, enviando médicos a diversos países, os EUA, além de implementar bloqueios assassinos contra outros povos como os da Venezuela, Coréia do Norte, Irã, Síria, etc., vem levando adiante uma política de pirataria aberta, confiscando mascarás e outros insumos essências para salvar vidas de nações inteiras.
Diante de sua senilidade e decadência, o imperialismo ianque torna-se mais agressivo e destrutivo contra os povos da Terra, sendo uma ameaça clara a toda a humanidade.
Defendemos intransigentemente o povo cubano e todos os povos atacados pelo imperialismo. Em nossa América Latina, defendemos a constituição de verdadeiros organismos de luta, que nos possibilite formar uma grande Frente Revolucionária Antiimperialista e em defesa de Cuba e de todos as vítimas dos genocidas ianques.
Como marxistas-leninistas e discípulos de José Marti, Mariátegui, Fidel, Che e Abimael Guzmán, temos plena consciência de que somente a revolução socialista em toda a América Latina poderá pôr fim à odiosa hegemonia ianque.
Morte ao imperialismo e vida longa ao heróico povo de Cuba!
Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores
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sexta-feira, 24 de abril de 2020

A renúncia de Sérgio Moro e a crise de governabilidade burguesa no Brasil * FNMT - BR


A renúncia de Sérgio Moro e a crise de governabilidade burguesa no Brasil



O “super-ministro” da justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, anunciou hoje sua saída do cargo, numa coletiva de imprensa, na sede do Ministério da Justiça. A renúncia se deu após Bolsonaro exonerar Maurício Valeixo, do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) à revelia de Moro.
Moro atacou duramente Bolsonaro, acusando-o de interferência política na PF e de pretender ter acesso a dados investigativos da instituição. Sérgio Moro foi figura decisiva para a consolidação do golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, através do chamado Lawfere (golpe por vias judiciárias) comandando a famigerada operação Lava Jato; e pela chegada à presidência da República, da figura de Jair Bolsonaro, depois de tirar da disputa presidencial o então pré-candidato favorito ao pleito, Lula da Silva através de sua prisão criminosa.
Importante frisar que Moro é um pré-posto da CIA e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos no Brasil, como as recentes revelações do site The Intercept Brasil  confirmaram. Portanto, o “Batman” de Maringa era até então, um dos principais representantes do imperialismo no governo entreguista de Bolsonaro.
A decisão de Bolsonaro pela exoneração do até então “chefão” da PF, foi tomada após o Procurador Geral da República (PGR) Augusto Aras, pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), que abrisse inquérito e acionasse a PF para investigar quais as lideranças que convocaram os atos bolsonaristas do último final de semana, atacando o STF, Congresso Nacional e pediram intervenção militar. No último dia 21 o ministro do STF, Alexandre de Moraes, atendeu o pedido da PGR de abertura de inquérito, que pode chegar à rede de Fake News financiada por empresários ligados a Bolsonaro e comandado por seu filho Eduardo.
Segundo matéria do site de notícias Uol:
“Na cabeça de Jair Bolsonaro, não faltam motivos para tirar Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Para agentes com acesso ao alto escalão da PF, porém, algumas das causas mais fortes estão ligadas às investigações que fustigam o filho 03, o deputado Eduardo Bolsonaro [PSL-SP]” (Uol notícias, 24-04).
Ainda de acordo com o Uol:

“Carlos Bolsonaro, por seu envolvimento com o chamado ‘gabinete do ódio’, e Flávio Bolsonaro, pelo caso Queiroz, também estão na mira da PF” (idem).
Aras também pediu hoje, segundo o jornal O Globo, inquérito contra o próprio Bolsonaro por intervenção na PF. O que vai ficando claro é que, Bolsonaro e sua famiglia, após realizarem até onde puderam todo o serviço sujo para o grande capital, estão sendo rifados pela burguesia e podem estar entrando já no próximo período, nas filas dos cárceres para verem o “Sol nascer quadrado”, haja vista que pelo histórico de crimes escandalosos cometidos, seriam mais úteis aos seus patrões presos, para salvar a mítica justiça burguesa.
O avanço mortal do covid-19 sobre o país, que já contagiou mais de 50 mil pessoas e matou outras 3408, potencializada pelo agravamento da crise econômica, marcada pela super fuga de capitais, desinvestimentos, queda brutal no preço do petróleo, das matérias primas e um boom no número de desempregados e famintos, torna explosiva a conjuntura política interna. A verdadeira guerra intestinal que envolvem o Planalto, STF, PGR, Congresso, Forças Armadas, governadores, grande imprensa e etc., é a ponta do iceberg que expressa a profunda crise no seio da burguesia.
Ou seja, estamos diante de uma grave crise de governabilidade burguesa, onde uma junta militar capitaneada pelo ministro da Casa Civil, o general Walter Braga Neto, assumiram de fato o papel da presidência da república, cabendo ao miliciano lúmpen Jair Bolsonaro a função de simples figura puramente decorativa, prestes a ser descartado.
O agravamento da conjuntura política, o acirramento da crise no coração das principais instituições do Estado burguês, pode levar já nos próximos dias, a um acordo nas cúpulas das classes dirigentes, obrigando a renúncia de Bolsonaro e garantindo a posse do general Mourão, mas mantendo o governo de fato nas mãos da junta militar dirigida por Braga Neto. Não podemos descartar de forma alguma, a possibilidade real de um fechamento aberto do regime, para garantir às mínimas condições de estabilidade política necessária a acumulação capitalista. A falta de protagonismo do proletariado na arena política, permite um grande acordão por cima entre os representantes dos capitalistas.
Diante da gravidade da situação, torna-se cada vez mais escandalosa a paralisia covarde das centrais sindicais, que assistem de camarote o completo desmonte do seguro social no país. A crise capitalista se torna mais dramática, pois a burguesia leva adiante uma política de terra arrasada contra os trabalhadores, que de fato, fará morrer de fome seus escravos assalariados, uma verdadeira catástrofe.
A classe trabalhadora brasileira precisa por em marcha, uma verdadeira política de mobilização nacional, com um programa revolucionário, contra a barbárie capitalista a todo o vapor. É preciso um programa de lutas concreto, exigindo o cancelamento do pagamento da dívida pública, estatização do sistema financeiro, controle operário das empresas que demitirem, redução da jornada de trabalho, a criação de uma renda aos desempregados e subempregados, um plano de emergência nacional dirigido pelos trabalhadores, etc. Mais uma vez denunciamos o papel criminoso do oportunismo, expressado no acordo costurado por Lula e o PT, centrais sindicais e setores da “esquerda” eleitoreira, com figuras como Dória, Witzel, Rodrigo Maia e asseclas, convidados por esses traidores, para jogarem areia nos olhos dos trabalhadores no Primeiro de Maio.
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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Rastreando o coronavirus * Cândido Álvares . SP


RASTREANDO A ORIGEM DO CORONAVÍRUS: 
ENCONTRAREMOS AS “DIGITAIS” TERRORISTAS DO PENTÁGONO E DA CIA...

Em nossos artigos anteriores, escrevemos exaustivamente sobre as fortes evidências da modificação genética de “coronavírus original de morcego”, no laboratório da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Já alertamos que os bioterroristas ianques que realizaram estes experimentos não conseguiram justificar para a comunidade científica internacional real o objetivo de suas pesquisas. Como não poderia deixar de ser, o objetivo desta “pesquisa” norte-americana não tinha nada a ver com saúde pública, mas pelo contrário tratava-se de alterar microrganismos naturais para torná-los mortais para a humanidade. Mas essa não foi a única investigação que foi realizada, além dos Estados Unidos, os Institutos Nacionais de Saúde financiaram outra pesquisa paralela no próprio Instituto de Virologia Wuhan, no centro da China, com o mesmo objetivo de modificar geneticamente os “coronavírus original de morcego”, isso no primeiro governo de Barack Obama, quando o imperialismo ianque ainda não havia desatado sua guerra híbrida contra o regime de Pequim. Também devemos acrescentar o que a mídia corporativa silencia no mundo, que o laboratório de Wuhan não é apenas uma iniciativa do governo chinês, mas uma instalação também co-patrocinada pela França. A responsabilidade por esta unidade laboratorial é, portanto, de três países e não apenas da China.
Segundo a insuspeita “Science”, os Estados Unidos se retiraram do projeto em outubro de 2014 "por medo de uma possível pandemia causada pela liberação acidental ou deliberada desses germes geneticamente modificados". É um matéria parcial é verdade , porque a revista não falava nada sobre o outro projeto similar que estava ocorrendo na Carolina do Norte.  A própria “Science” acrescenta em outro artigo, a existência de acidentes de laboratório no CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) nos Estados Unidos, ocorridos em julho de 2014. Segundo a revista:“Os micróbios foram maltratados”, acrescentando a “Science”: “Uma remessa acidental  de antraz vivo e a descoberta de amostras de varíola vivas esquecidas, além de uma perigosa cepa de gripe foi acidentalmente enviada do CDC para outro laboratório”.

Quanto “descuidado” foi este laboratório de ponta de pesquisas militares...Um relatório interno do CDC disse que estes cientistas não se certificaram de que as amostras foram desativadas  antes de deixar o laboratório e também encontraram "Vários outros problemas nos procedimentos operacionais do laboratório de antraz”. Estes "descuidos" tiveram duas consequências, a primeira é que em outubro de 2014, o governo dos Estados Unidos parou oficialmente de financiar pesquisas para transformar três vírus em armas biológicas: gripe, síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e síndrome respiratória aguda grave (SARS). Mas para o Pentágono, esta suspensão da pesquisa  em território norte-americano não foi problema algum.  Se não puder ser feito dentro dos Estados Unidos, podem fazê-lo fora do país, sob o controle da CIA que existe exatamente para cumprir estas “funções”, ou será que a esquerda reformista também opina que a existência da agência terrorista é criação da mente dos “conspiranóicos”. Então Fauci , atual assessor de Trump, foi contratado para fazer o trabalho sujo, começando a trabalhar no projeto bioterrorista em 2015. Provavelmente a pesquisa foi transferida para o laboratório "chinês" de Wuhan recebendo até fundos do orçamento público dos EUA: 3,7  milhões de dólares! Este laboratório em Wuhan é um tipo “P4”, ou seja, de  "segurança máxima", exatamente semelhante aos que estão em pleno funcionamento nos Estados Unidos, não sabemos exatamente quantos, pois é uma informação sigilosa, referente ao regime de “Segurança Nacional” do imperialismo.


Agora a Casa Branca desenvolve a campanha de intoxicação midiática contra a China, que até muito tempo atrás recebia verbas dos EUA para a “colaboração científica” entre os dois países. O apresentador fascista da rede Fox, Lou Dobbs, pediu que os Estados Unidos declarassem guerra à China. O governo Trump incentiva a ação judicial contra a China em seus próprios tribunais. A espionagem da CIA já está preparando relatórios com a "evidência do vírus chinês”. Além desta ofensiva no curso da guerra híbrida, existem até pedidos movidos por governadores Republicanos para confiscar as reservas cambiais da China aplicadas no Tesouro norte-americano. Ainda não sabemos ainda até onde o governo Trump irá em sua escalada contra o regime de Pequim, não é certo que consiga sequer sua recondução a Casa Branca, entretanto a brutal ofensiva contra o Partido Comunista Chinês não irá se interromper, seja com os Democratas ou Republicanos na Casa Branca, porque a única certeza mesmo é que a incrível dinâmica da crise capitalista atingirá níveis nunca antes vistos na história.


Cândido Álvares - SP

domingo, 19 de abril de 2020

Nota de pesar pelo falecimento do camarada Glauco Vinicios Birocchi - FNMT-BR

Nota de pesar pelo falecimento do camarada Glauco Vinicios Birocchi.



E com imensa tristeza, que a Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores comunica o falecimento do camarada Glauco. Ainda não temos ciência das causas que levaram à perca do companheiro.

Glauco se internou na última sexta-feira, na capital paulista, com alguns sintomas relacionados à problemas respiratórios, tendo seu quadro agravado ontem. Tivemos notícias de que seu coração solidário parou de bater às 09:00 horas da manhã de hoje.

Glauco foi um verdadeiro herói do proletariado brasileiro. Nascido na capital paulista, desde sua juventude se tornou um combatente sob a bandeira do marxismo revolucionário.

Nos anos de 1980 estabelece contatos com a corrente trotskysta Convergência Socialista, do qual se tornou importante militante, dirigindo, em início dos anos 1990, como condutor e delegado de garagem, eleito pela categoria, as greves com ocupação de garagem na antiga CMTC (companhia municipal de ônibus do municipio de São Paulo), contra sua privatização por parte de Paulo Maluff.

Posteriormente, após ter rompido com a Convergência, Glauco militou em outros agrupamentos marxistas e movimentos populares, tendo se aproximado também do Partido da Causa Operária. Apesar do período contra revolucionário que se abre após o fim da União Soviética nos anos 90, o camarada Glauco sempre se manteve inabalado como revolucionário marxista leninista e na crença cada vez mais madura e consciente no futuro comunista da humanidade.

Nos últimos meses, apesar da gravidade dos ataques da burguesia contra os trabalhadores, Glauco trabalhava duro, com muito entusiasmo e energia pela criação de um comitê por uma frente nacional de lutas dos trabalhadores contra Bolsonaro.

Seu espirito enérgico e criativo, sua solidariedade e combatividade intransigente coloca Glauco como um verdadeiro campeão dos trabalhadores brasileiros e latinoamericanos.
A perda do camarada é enorme, inumensurável, mas sabemos que o companheiro Glauco combateu o bom combate e nos deixa seu exemplo e legado, que servirá como inspiração para nós seus camaradas, e também às futuras gerações de revolucionários.
Camarada Glauco, agradecemos seus prestigiosos serviços para a causa dos trabalhadores. Seu exemplo viverá!
Em cada luta Glauco estará presente. Querido companheiro Glauco presente!
Até a vitória sempre!

FRENTE NACIONAL DE MOBILIZAÇÕES DOS TRABALHADORES
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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro - FNMT . BR

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro

O termo “necropolitica”, ou “política da morte”, foi popularizado pelo filósofo, historiador e professor universitário camaronês, Achille Mbembe, e designa sobretudo as formas de genocídio social por parte do Estado, contra o exército de reserva de trabalhadores considerados “sobrantes”, na ótica assassina da acumulação capitalista. Ou seja, estamos falando das parcelas mais empobrecidas da classe trabalhadora na contemporaneidade neoliberal, expulsas do mercado de trabalho pelos efeitos das revoluções industriais e tecnológicas e sem condições de serem inseridas produtivamente na lógica do capital em declínio, portanto, população “excedente”, de acordo com os critérios do “deus” mercado.
O avanço do vírus covd-19 no Brasil, que segundo o ministério da saúde já contagiou 30.425 e matou 1.924 pessoas, tem deixado escancarado até para os mais ingênuos, o real caráter genocida do capitalismo brasileiro, agravado pelo governo do proto-fascista Jair Bolsonaro. Na prática, a classe dominante brasileira, de passado escravocrata e abertamente criminoso, mantém intocado seu espírito tacanho, assassino e servil aos interesses do capital imperialista estrangeiro.
O governo Bolsonaro é a expressão mais acabada da burguesia semicolonial brasileira, que sacudida pelo terremoto da crise mundial do capitalismo e pelo avanço sem controles do vírus letal, planeja exterminar uma porção enorme dos seus escravos modernos, que podem ser substituídos nos armazéns do exército de reserva operário. O número de desempregados no Brasil atinge mais de 12 milhões de pessoas e os subempregados (desempregados disfarçados) somam mais de 38 milhões de seres humanos (G1, 31-03-2020).
A sabotagem contra o isolamento social devido ao coronavirus, levado adiante por Bolsonaro, significa que os capitalistas “brasileiros” preocupados com seus lucros, planejam um verdadeiro extermínio em massa da população. A troca promovida por Bolsonaro no ministério da saúde, substituindo seu ex-amigo Luiz Henrique Mandetta, pelo mercador de doenças Nelson Teich, sinaliza que nos próximos dias a quarentena pode ser afrouxada, o que se concretizada, resultará num colapso sanitário e social no país inteiro.
Nelson Teich, empresário do setor de saúde suplementar, possui grandes afinidades ideológicas com o capitão miliciano. Num vídeo no site Oncoguia de 2019, Teich deixa patente seu viés malthusiano, completamente alinhado com o que representa o governo Bolsonaro, quando discute sobre quem tem “direito a viver ou morrer” num sistema de saúde, de acordo com a lógica do dinheiro. Para Teich, diante de uma suposta situação envolvendo os cuidados entre um jovem e uma pessoa idosa, a última deveria ser deixada para morrer, pois segundo ele não é mais “produtiva” e rentável quanto a jovem. O comentário do agora ministro da saúde bolsonarista não deixa de acender um alerta sobre o que planeja Bolsonaro e os capitalistas para o povo brasileiro nos próximos dias:
“Pra ela [pessoa idosa] melhorar eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar pra investir num adolescente que tá com um problema. […] Só que esta pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida”.
Tal fala é simplesmente estarrecedora e pela lógica macabra do agora ministro, toda a população idosa do Brasil—mais de 30 milhões de pessoas—corre sérios riscos de serem deixados à própria sorte.
Bolsonaro aliás, bem recentemente, declarou ao vivo no programa de seu amigo direitista José Luiz Datena, que “cada um deve cuidar de seus idosos” e que o “Estado não tem obrigação nenhuma” com essa parcela da população brasileira; uma lógica criminosa e genocida, que diga-se de passagem, é defendida por toda a burguesia mundial.
As classes dominantes brasileiras agem na prática como bons urubus, sobretudo os criminosos do sistema financeiro, aproveitando-se dos efeitos que o choque psicológico do coronavirus trouxe à população,  sistematizando todo um conjunto de ataques e pilhagens, como o aprofundamento da reforma trabalhista, recrudescimento do assalto aos fundos públicos, benesses aos empresários, etc., enquanto empobrece ainda mais os trabalhadores e os colocam diante do risco de morte pelo contágio da pandemia viral.
Uma verdadeira “política da morte” (necropolitica), estamos presenciando no Brasil de Bolsonaro, marcado pelo acirramento sem precedentes da crise capitalista, que ameaça levar o país à barbárie.
Diante da traição vergonhosa por parte dos sindicalistas vendidos, é preciso articular diretamente nos locais de trabalho, nas universidades, escolas, nas favelas e bairros periféricos, comitês de emergência visando garantir o abastecimento de alimentos e outros insumos necessários à população; e organizar a luta direta contra os ataques dos capitalistas numa grande campanha de mobilização, que comece nos bairros e cidades, espalhando pelo país.
Os trabalhadores brasileiros não podem aceitar serem buchas de canhão para a burguesia. Diante da iminente quebra ou afrouxamento do isolamento (isolamento que deve ser estendido a todos os setores não essenciais, além de que, condições de segurança devem ser garantidas a todos os trabalhadores em operação no país), que sem dúvida levaria o povo pobre à mortandade extremada, defendemos a organização de uma greve geral radical no país.
Somente os trabalhadores organizados podem barrar o verdadeiro colapso e caos social que se anuncia no horizonte e ameaça a própria sobrevivência das parcelas mais empobrecidas de nossa classe.

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domingo, 12 de abril de 2020

Das carreatas da morte, assassinato de militante do PSOL à agressão ao morador de rua: o ascenso do fascismo no Brasil e como combate-los? FNMT.BR

Das carreatas da morte, assassinato de militante do PSOL à agressão ao morador de rua: o ascenso do fascismo no Brasil e como combate-los?

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 A extrema direita no Brasil tem se tornado cada vez mais ousada em suas ações praticas e nos seus discursos radicalizados. A cena revoltante da agressão praticada por um empresário bolsonarista, desferindo um tapa covarde no rosto de um morador de rua no Mato Grosso neste sábado-11-04-e a carreata da morte da extrema direita na capital paulista na mesma data, pedindo o fim do isolamento e defendendo pautas abertamente genocidas contra o povo trabalhador, são sinais claros de que uma direita tipo fascista está em pleno ascenso no país. Mais grave ainda foi o assassinato claramente político de Netinho, pré-canditado a prefeito do PSOL no Rio Grande Norte, também neste sábado, sem falar do assassinato ano passado de Josimar da Silva Conde, presidente do PSOL em Xapuri (AC).  Desde pelo menos 2013, vemos pipocar em grande parte do país o crescimento de grupos abertamente neofascistas, sendo mais conhecido o chamado Movimento Brasil Livre-MBL. O grande capital imperialista, sobretudo estadunidense, tem financiado grupos com base na média e pequena burguesia, que se articulam politicamente amparados num programa neoliberal radical e numa espécie de darwinismo social agressivo, com vasto apoio da grande imprensa capitalista.
 Esta relação orgânica de forças imperialistas com os agrupamentos da extrema direita brasileira, é reconhecido até mesmo por parte da grande imprensa internacional. Segundo o jorna britânico The Guradian:
“O Movimento do Brasil Livre começou a partir de uma ‘ansiedade para criar uma linguagem simples e espalhar e transformar o liberalismo econômico e político em uma força política relevante no Brasil’, disse Kim Kataguiri, 21, outro dos seus jovens líderes, que planeja se tornar deputado federal nas eleições do próximo ano.
Ele disse que alguns coordenadores do Movimento do Brasil Livre receberam treinamento da Student for Liberty, uma rede em defesa do mercado livre, que faz parte da Atlas Network, uma organização americana sem fins lucrativos que difunde ideais de mercado livre. Students for Liberty e Atlas Network receberam financiamento de Charles Koch , que com seu irmão David, controlam as indústrias Koch, que opera no campo de combustíveis fósseis, derivados de petróleo e petroquímicos.
Fabio Ostermann, cientista político independente, residente em Porto Alegre, no sul do Brasil, ajudou a fundar o Movimento do Brasil Livre e também foi membro do ramo brasileiro de Estudantes para a Liberdade. Ele foi bolsistas de verão no Institute for Humane Studies, na Virgínia, por três meses”( The Gurdian, 26-07-2017).

 Esse crescimento dos agrupamentos da extrema direita--fundamentais para o golpe contra Dilma Rousseff em 2016-- defensora de um programa econômico ultraliberal agressivo e de regimes políticos fascistizantes, tem se tornado fenômeno mundial e foi muito bem analisado pelo pensador marxista brasileiro Moniz Bandeira (para o leitor interessado, propomos a leitura dos dois últimos livros de Moniz, “A Segunda Guerra Fria” e “A Desordem Mundial”,  obras fundamentais para se compreender a complexa geopolítica atual, onde o autor trata de forma precisa, as formas de financiamento por parte do imperialismo e seus agentes, aos agrupamentos da extrema direita de tipo fascista em diversos países, visando promover mudanças de regimes).
 No Brasil atual, podemos ver o bolsonarismo como parte deste fenômeno. A vasta campanha midiática anti-petista, tendo como caldo de cultura a Lava Jato, foram fatores de grande importância nessa involução política brasileira, mas não só: a evolução da crise capitalista, somado ao crescimento em todo o país das igrejas neopentecostais, a profunda doutrinação massificante por parte da indústria cultural no país, ligado à enorme deseducação política das massas promovida pelo lulo-petismo, formam o coquetel perfeito para o irracionalismo extremista que ora presenciamos. 
 O capitalismo atual, golpeado por profunda crise geral de acumulação e superprodução, não pode mais tolerar regimes democráticos estáveis; a resposta dada pela burguesia para salvaguardar seus lucros e seu regime de acumulação, só pode ser um sistemático conjunto de ataques às condições básicas de vida da classe trabalhadora e das classes médias. Os planos de austeridade neoliberal são a única alternativa dos capitalistas para a profunda crise sistêmica; isso equivale a um maior empobrecimento das massas populares e uma concentração criminosa de renda em favor das altas elites do capital financeiro.
 O resultado disso será inevitavelmente as explosões sociais e convulsões de todo tipo por parte das massas no próximo período. As classes médias apavoradas com o fenômeno da decadência social e da falência, são a base dos peões “verde e amarelo” que celebram as falas genocidas do “mito”, quando este defende de unhas e dentes os assassinos do povo. 
 Este setor social já manifesta o que está por vir na próxima etapa da luta de classe no país. Vitimas da política econômica do grande capital  financeiro sem se darem conta, a pequena burguesia, como classe intermediária e sem possibilidade de ter um programa próprio para defender seus interesses, auto projeta os valores e perspectivas da classe burguesa—seus carrascos—contra os trabalhadores, buscando saídas que de fato são benéficas somente ao capital monopolista. A atual apatia da classe trabalhadora e de suas direções burocráticas, podem abrir possibilidade para a completa fascistização da sociedade, e mesmo um golpe militar bonapartista ou de tipo fascista não podemos descartar.
 O agravamento da crise econômica, que tem contagiado toda a política nacional e desestabilizado por completo o regime burguês, logo cobrará uma saída por parte das classes dirigentes, que precisam manter as condições de acumulação. Diante disso, como agiria a burguesia para manter o equilíbrio entre suas diferentes facções e caos social, senão por uma aventura bonapartista que possibilite quebrar a resistência operária e popular? A base bolsonarista, um hibrido entre grupos fascistas financiados pelo capital estrangeiro e nacional, e setores da pequena burguesia apavorada, não poderiam ser o instrumento para tal empreitada burguesa?
 Isso é da maior importância às organizações da classe trabalhadora, pois um novo golpe dentro do golpe, poderia certamente levar a um completo fechamento do regime político possibilitando um esmagamento dos sindicatos operários, dos movimentos populares e da esquerda nacional. As polícias militares no Brasil inteiro, acostumadas rotineiramente a assassinar jovens negros nas periferias, reprimir trabalhadores grevistas e ocupações de sem teto, estão completamente adestradas para a guerra civil contra o proletariado e preparados psicologicamente para tal empreitada genocida; além do mais, são os principais setores da base fascista do bolsonarismo.
 Portanto, a atual paralisia do movimento de massa no país, produto das capitulações seguidas das centrais sindicais, jogam sem dúvida água no moinho do fascismo dependente brasileiro, ao passo que sabota toda iniciativa de luta dos explorados. Em tal terreno, marcado por uma profunda crise econômica, política e social, que desestabiliza por completo o regime burguês, aliado à uma paralisia sem precedentes do proletariado, germina aceleradamente a fascistização da sociedade, o que é um risco enorme aos trabalhadores.
 Diante de tal conjuntura, os trabalhadores precisam intervir na arena da luta de classes com seu programa e sua organização. Os sindicatos precisam sair da hibernação e os partidos operários, juntos dos movimentos populares devem romper com as “inocentes” ilusões constitucionais eleitoreiras e convocar imediatamente um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora, para deliberar um plano nacional de lutas e mobilizações. Em todos os bairros populares, nas favelas e periferias, é preciso organizar os Comitês Populares de emergência e auto defesa das massas. Os trabalhadores desempregados devem estar organizados junto dos operários empregados, defendendo desde já, a redução da jornada de trabalho e uma renda paga pelo Estado.
 Se o capitalismo não consegue mais garantir condições dignas de existência aos trabalhadores, verdadeiros produtores da riqueza social, então que morra!
  Defendemos desde já, uma Frente Nacional de Mobilizações dos trabalhadores, com um programa de poder operário e popular contra a “racionalidade” burguesa!
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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Auxílio Nada Emergencial * Comitê Pró-FNMT

AUXÍLIO NADA EMERGENCIAL



Auxilio—nada—“emergencial”: enquanto premia de forma expressa os grandes capitalistas com trilhões, Bolsonaro e Paulo Guedes burocratiza o pagamento de míseros R$ 600 aos trabalhadores pobres


Depois de muita enrolação, o governo Bolsonaro começou a liberar hoje-09-04- o pagamento do chamado “auxílio emergencial”, de R$ 600 aos trabalhadores informais e desempregados, segundo o cronograma divulgado pela Caixa. De acordo com o jornal O Globo, a “Caixa Econômica Federal informou que já efetuou o pagamento da ajuda de R$ 600 para dois milhões de trabalhadores que têm conta no banco  e 500 mil correntistas do Banco do A Brasil” e que “A expectativa é que ao menos 10 milhões de pessoas comecem a receber o benefício hoje” (O Globo, 09-04).  
 Apesar da aparência de normalidade quanto ao cronograma divulgado pela Caixa e o início dos pagamentos, tem crescido o número de pessoas que não conseguem se inscrever no site ou aplicativo do banco, para o recebimento do “auxílio”. Uma quantidade não pouca de trabalhadores que se enquadram nas regras para o recebimento, tem criado grupos no facebook, whatsapp e twitter,  para protestar contra a burocracia do governo, Caixa e DataPrev e a falta de comunicação objetiva. O principal problema relatado pelos trabalhadores é um erro que aparece logo quando eles tentam acessar o aplicativo. Com isso, eles não conseguem nem iniciar o cadastro para receber o auxílio emergencial. Também os trabalhadores com algum problema relacionado ao CPF, o que equivale a uma parcela enorme da população localizada nas regiões mais pobres do país, não conseguem se cadastrar e nem ter acesso ao recebimento.
Burocracia proposital pelo fim da quarentena
 O governo de Bolsonaro e Paulo Guedes, tem tentado pôr fim a quarentena decretada por praticamente todos os governadores e prefeitos do país. As constantes declarações genocidas de Bolsonaro para que “todos voltem a trabalhar”, está em contraste gritante com as recomendações básicas das principais autoridades sanitárias do mundo. Países que colocaram em prática aquilo que o miliciano prega, batem recordes diários de mortes decorrentes do contágio pelo novo coronavírus. Itália, Espanha e EUA são exemplos disso.
 Expressando os interesses macabros dos empresários escravagistas e de setores das classes médias falimentares, Bolsonaro propõe levar os trabalhadores brasileiros ao abatedouro e promover uma mortandade sem precedentes de pobres no país, para que os lucros dos novos “senhores de engenho” sejam mantidos. Para isso, pretende dificultar os pagamentos do auxílio emergencial, provocando a fome, caos e instabilidade quanto às condições de existência nos bairros periféricos, visando atrair o apoio dos trabalhadores para sua proposta genocida, que certamente se levada adiante, provocará um colapso social.
 Por outro lado, ao contrário de oportunistas pequenos burgueses, disfarçados de “esquerdistas”, como o deputado Marcelo Freixo e sua amiga Luciana Genro do PSOL, não temos as mínimas ilusões quanto aos supostos “humanitarismos” de gente como Mandetta, Dória e Witzel, que são verdadeiros carrascos da população mais oprimida da classe trabalhadora nas periferias e favelas de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, gerenciados por verdadeiros fascistas. 
Aos capitalistas, tudo! Para o povo...
 É importante ficar claro ao povo brasileiro, o caráter de classe do governo Bolsonaro e a quem ele serve. Enquanto dificulta por todas as formas o pagamento de uma esmola de R$ 600 a nossa gente num período de extrema gravidade, o estelionatário ministro da economia Paulo Guedes liberou de forma sumária e sem empecilho algum, R$ 1,2 trilhões aos banqueiros, que ano após ano, batem seguidos recordes de lucros sem contrapartida alguma para o povo trabalhador.
 Bem recentemente Bolsonaro editou uma Medida Provisória que permite a liberação expressa de R$ 40 bilhões aos empresários com taxas mínimas de juros anuais, enquanto permite os criminosos cortes nos salários já miseráveis dos trabalhadores, além de acabar com os benefícios do PIS-PASEP, fazendo os explorados pagarem integralmente com a própria pele o custo da crise criada pelos capitalistas.
Enquanto afirma de forma criminosa ao vivo, no programa do fascista José Luiz Datena, que “cada família cuide de seus idosos” e que “o Estado não tem responsabilidade” por tal cuidado, Bolsonaro e Paulo Guedes tem entregado de bandeja bilhões de reais das nossas reservas internacionais aos especuladores financistas. Estes bandidos da banca e do grande empresariado esperam ansiosos a aprovação no senado e a canetada de Bolsonaro, da Proposta de Emenda Constitucional do “orçamento de guerra”, que na prática visa transferir um caminhão de recursos públicos produzidos pelo povo trabalhador, para os bolsos sujos dos magnatas capitalistas, ficando como herança para nossa gente, mais arrocho e sucateamento no seu padrão de vida e nos serviços públicos essenciais. 
 É preciso um plano de lutas e mobilização nacional do povo brasileiro, contra o genocídio social que estamos vivendo. Aproveitando da pandemia global, os grandes patrões capitalistas têm radicalizado o assalto aos cofres públicos e planejam manter de forma permanente, o arrocho implementado contra os trabalhadores durante a crise. Denunciamos a covardia e traição histórica das centrais sindicais que, diante de uma conjuntura tão adversa, mantém um silêncio cúmplice com Bolsonaro, Paulo Guedes e os patrões. A burocracia sindical brasileira e os oportunistas de “esquerda” que não largam seus cálculos eleitoreiros, são de fato os grandes fiadores do regime bolsonarista que ameaça a vida dos trabalhadores brasileiros. 

 Mais do que nunca, a classe trabalhadora brasileira precisa se armar de um programa que vá além dos limitados horizontes da sociedade atual. O capitalismo mundial vive uma enfermidade crônica, já em avançado estado de metástase, comprometendo a sobrevivência de todo o corpo social. Só a revolução socialista, que coloque abaixo toda a estrutura podre do capitalismo decadente, estatize o sistema financeiro, exproprie as grandes empresas, faça uma profunda reforma agrária e urbana, garantindo emprego, terra e moradia ao nosso povo, pode ser alternativa viável para uma sociedade condenada à morte.

COMITÊ PRÓ- FRENTE NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES - FNMT
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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Por uma Frente Nacional de Mobilização da Classe Trabalhadora * FNMT


Por uma Frente Nacional de Mobilização da Classe Trabalhadora



Diante do agravamento da crise capitalista: um sério chamado por uma Frente Nacional de Mobilizações dos trabalhadores.

1- A crise geral do capitalismo se acentua. A pandemia global do novo coronavírus que já matou dezenas de milhares de pessoas pelo mundo, foi o elemento de "estalo" para a derrocada da economia capitalista, que já estava em profunda crise de acumulação e superprodução em todo o Globo. O agravamento da crise econômica potencializada pela pandemia viral, se alastra pelo mundo, intensificando o colapso dos serviços de saúde pública, deixando um rastro de caos e desastre sanitário e aumento radical do desemprego, falências, miséria, fome, etc;

2- O capitalismo mundial entrou num período de decadência generalizada agigantando o desemprego estrutural, devido aos efeitos da terceira revolução industrial, resultando numa situação de barbárie social extremada. Se uma ordem social agrava cada vez mais as contradições entre as forças produtivas por ela engendradas e as relações de produção, excluindo cada vez mais seres humanos, constitui sério indício de que ela encontrou seus limites como modo de produção e de vida;

3- No Brasil a burguesia vive um impasse: diante do recrudescimento da crise, tem se acirrado as disputas inter-burguesas que se expressa na "guerra" entre todas as instituições do Estado capitalista, inclusive no interior das Forças Armadas. O presidente proto-fascista Jair Bolsonaro está cada vez mais isolado pelas classes dirigentes, que buscam no país uma saída de tipo bonapartista-policial, ou abertamente fascista para dar conta da crise do regime político;

4- O grande capital está jogando sobre os ombros das massas trabalhadoras o peso do declínio capitalista. Diante da iminência de um colapso da sociedade brasileira, Bolsonaro e seu ministro da economia Paulo Guedes mantém intocados os princípios da austeridade neoliberal, recusam-se investir pesadamente na preservação da vida dos trabalhadores e suas famílias, privilegiam os bancos e grandes magnatas, enquanto as massas estão sob o risco da mortandade e da fome;

5- A conjuntura grave exige uma resposta dos explorados. A classe trabalhadora brasileira não pode tolerar passivamente os efeitos da crise criada pelos próprios capitalistas, sob pena de decomposição em suas fileiras. Não podemos e não vamos aceitar nos tornarmos párias e "mendigos" de salário. Trata-se da classe criadora de toda a riqueza e única capaz de levar adiante a emancipação de todos os explorados e oprimidos pela barbárie capitalista;

6- Na atual etapa, as organizações operárias e populares, encontram-se relativamente paralisadas ou fragmentadas, sem condições de ter protagonismo diante da catastrófica situação;

7- Diante da gravidade do momento, fazemos um sério chamado a todas as organizações de luta da classe trabalhadora e do povo brasileiro, visando contribuirmos para a articulação de uma Frente Nacional de Lutas contra o governo genocida de Bolsonaro e o projeto escravista que ele representa contra a classe trabalhadora. É preciso darmos um firme passo para estabelecermos de fato uma Frente Nacional de Mobilizações que ponha abaixo o regime burguês decadente, que somente tem a oferecer mais miséria e morte ao povo brasileiro.

Chamamos a CUT e as demais centrais sindicais, sindicatos de base, MST, FNL, LCP, MTST, UNE, associações de bairros, movimentos de favela, etc., a batalharmos para organizar uma Conferência nacional nas próximas semanas se as condições sanitárias permitirem, visando deliberarmos um plano de ação urgente dos trabalhadores;
 Apresentamos às organizações operárias e populares, bem como ao conjunto do povo trabalhador, algumas propostas programáticas, tendo como eixo os interesses de nosso povo para o enfrentamento da crise capitalista:

* Diante do desemprego estrutural, propomos a redução imediata da jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução salarial;
* Não ao pagamento da dívida pública, que seus recursos sejam imediatamente alocados no aparelhamento geral do SUS e num grande projeto de obras públicas e habitação popular;
* Não podemos tolerar o parasitismo cínico e improdutivo dos grandes bancos privados, que concentram a maior parte da renda Nacional. Defendemos a estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores e um programa de crédito facilitado aos pequenos produtores;
* Revogação sem indenização de todas as privatizações, das contrarreformas previdenciárias, trabalhistas e pelo cancelamento da Emenda Constitucional 95 (do teto dos gastos);
*Proibição de demissão aos trabalhadores empregados, ocupar as empresas que demitirem;
*Criação de uma renda mensal para todos os desempregados e trabalhadores autônomos, ancorado na média salarial vigente no país; 
* Congelamento dos preços dos alimentos e insumos básicos de consumo dos trabalhadores;
*Cancelamentos das cobranças dos serviços de água, energia elétrica e boletos bancários;
*Construção da greve geral, como instrumento para acumular a força necessária ao enfrentamento com a burguesia e o sistema capitalista;
* Desapropriação de todos os latifúndios, com a realização da reforma agrária e o assentamento de todas as famílias que lutam por terra, assegurando o financiamento, estrutura e a segurança adequadas aos assentados;
* Fortalecer a luta anti-imperialista e internacionalismo proletário, exigindo o fim imediato dos bloqueios econômicos a Cuba, Venezuela, irá, Síria e concedendo o apoio devido aos povos palestino e saharui pelas suas libertações e a soberania sobre seus territórios;
* Defesa do socialismo, única forma de assegurar a soberania dos povos, paz mundial e a plena dignidade humana.
Abaixo o governo Bolsonaro, Mourão e todos os seus ministros burgueses!
Criar já os comitês de emergência e autodefesa nos locais de trabalho e moradia!
Por uma Frente Nacional de Mobilizações!
Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo!



Comissão Pro Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores
FNMT

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