segunda-feira, 1 de junho de 2020

CONVOCATÓRIA ATOS ANTI IMPERIALISTAS * FNMT / BR


CONVOCATÓRIA ATOS ANTI IMPERIALISTAS



A Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores - FNMT,
em solidariedade ao povo negro dos EUA, chama o
ato em frente a Embaixada em Brasília e aos Consulados dos EUA na próxima quinta feira 04-06, em São Paulo.

Nos demais estados ficam a cargo dos companheiros da FNMT e aliados. Os atos serão  em solidariedade às manifestações do povo negro estadunidense em protesto pelo assassinato racista e covarde de George Floyd.

Também denunciaremos a política genocida de Trump e do conjunto do imperialismo ianque contra os povos de Cuba, Venezuela, Irã, Síria e Coreia do Norte. Todos os lutadores sociais e antiimperialistas estão convocados!!!

EM SÃO PAULO
Consulado Geral dos Estados Unidos da América; Rua Henri Dunant, 500; Santo Amaro-SP; CEP: 04709-110. Horário: às 14hrs, concentração

RIO DE JANEIRO
AV PRES WILSON 147 - CENTRO
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Em todo o Brasil as torcidas organizadas * FNMT/BR


Em todo o Brasil as torcidas organizadas
 põem os fascistas para correr


Em diversas cidades do país neste domingo, as torcidas organizadas e movimentos populares anti-fascistas, colocaram para correr os fascistas bolsonaristas, que tentavam organizar suas bizarras manifestações reacionárias pedindo golpe militar.
Em São Paulo, as torcidas organizadas capitaneadas pela Gaviões da Fiel articularam importante ato anti-fascista na Avenida Paulista, na capital. Aos gritos de "democracia" e "fora Bolsonaro", torcedores e demais manifestantes se concentraram no vão livre do Masp e tentavam impedir a concentração bolsonarista.

A Polícia Militar de João Doria do PSDB, reprimiu violentamente os anti-fascistas com bombas e tiros de Borracha. Os torcedores responderam bravamente como puderam à violência dos assassinos de farda, com pedras e barricadas.

A PM de Doria atuou como verdadeira guarda particular dos neonazistas de Bolsonaro. Importante frisar que entre os bolsonaristas se via bandeiras e símbolos do partido neonazista ucraniano Svoboda, seguidores de Estepan Bandera, colaborador de Adolf Hitler na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial.

No Rio de Janeiro, as torcidas organizadas e militantes anti-fascistas também combateram os grupos bolsonaristas e denunciaram os crimes covardes da Polícia Militar de Wilson Witzel, que recentemente, em menos de uma semana assassinaram três jovens negros, moradores de favela na capital fluminense. Após um dos atos carioca, um policial fascista apontou covardemente um fuzil para o rosto de um jovem negro, deixando patente o caráter racista e criminoso dessa Polícia, herdeira direta dos Capitães do Mato, que assassinavam os escravos rebeldes.

Atos anti-fascistas em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, também ocorreram, expulsando os neonazistas das ruas e gritando as palavras de ordem de fora Bolsonaro.

O avanço da crise geral do capitalismo, fez cair a máscara da burguesia brasileira, que tem sustentado Bolsonaro e sua política genocida contra os trabalhadores brasileiros. Diante de quase 30 mil mortos no país devido ao avanço da covid-19, nenhuma política de proteção à vida da população pobre foi posta em marcha. O empobrecimento das massas tem crescido de forma assustadora, enquanto o ministro banqueiro da economia Paulo Guedes continua levando adiante seu projeto neoliberal de genocídio social, deixando as massas morrerem a mingua.

A radicalidade da luta do povo negro estadunidense reagindo ao assassinato de George Floyd, tem de servir de exemplo ao povo brasileiro. Expulsar os fascistas das ruas é de suma importância.

A esquerda brasileira, os movimentos operários e populares, precisam sair da atual paralisia e combater, junto das torcidas organizadas  Bolsonaro e o plano que seu governo representa, de escravização do nosso povo. Uma verdadeira Frente Nacional de Mobilizações dos Trabalhadores precisa ser organizada urgentemente para por fim ao governo neofascista.

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sexta-feira, 29 de maio de 2020

*A União dos Povos Derrotará o Imperialismo* FNMT/BR

*A União dos Povos Derrotará o Imperialismo*


As organizações abaixo saúdam e parabenizam o governo do Irã por mostrar ao mundo a importância da solidariedade, da dignidade e comprova que há nações soberanas e autônomas que não se curvam perante o imperialismo.

Com o envio de petróleo e insumos pelo governo do Irã para a produção de gasolina na Venezuela ficou evidenciado o respeito e a soberania que cada povo deve ter em decidir como agir e livremente seguir seu destino, não se intimidando diante das imposições do imperialismo norte americano, que insiste em praticar impunemente seus crimes, com ações terroristas contra as nações que não se sujeitam aos seus interesses.

O Irã, à partir da vitoriosa Revolução popular Islâmica de 1979, e a Venezuela, desde a eleição de Hugo Chávez Frias, em 1999, enfrentam cruéis e covardes ataques do governo norte americano e da União Europeia.  São décadas de ataques cruéis, propagandas mentirosas e a perda de receitas e riquezas nos dois países. Em 2002, lacaios dos EUA, sequestraram o presidente Hugo Chávez para tentar impedir o avanço da Revolução Bolivariana, o que não conseguiram, entretanto, impõem um bloqueio econômico, organizam sabotagens, financiam e organizam ataques de mercenários continuamente. O Irã sofre os mesmos crimes causados pelos EUA, que provocam sofrimento e prejuízos ao país. A covardia dos EUA não tem limite, em 3 de janeiro matou o general Qasem Soleimani, em um covarde e traiçoeiro ataque.

Irã e Venezuela enfrentam um intenso bloqueio econômico, que impede o acesso à tecnologia, equipamentos e meios de produção, a proibição da exportação e importação de insumos para o desenvolvimento da indústria petrolífera, da aeronáutica e da medicina. Mesmo durante a pandemia do covid-19 os EUA impedem aos dois países o acesso a medicamentos e equipamentos médicos para enfrentar a situação. As transações bancárias no sistema financeiro internacional seguem bloqueadas.

Em 2010, quando o Irã enfrentou uma grande dificuldade para o refino do petróleo e a produção de gasolina, a Venezuela, mesmo diante das ameaças dos EUA, enviou o combustível para o país islâmico. As mesmas ameaças que Trump fez agora ao Irã por enviar os cinco navios petroleiros a terra de Bolívar. Segundo o embaixador do Irã na Venezuela, Hojjatollah Soltani, “o amor com amor se paga”, reforçando a amizade e a solidariedade entre os dois povos. O mesmo tem sido comprovado pelos povos cubano, vietnamita, sírio e norte coreano. No passado existiu a Organização dos Países Não Alinhados, forma-se agora uma nova aliança, incluindo a China e a Rússia na defesa da soberania e autodeterminação de todos os povos.

A ação iraniana reforça a aproximação entre os povos da América Latina e da Ásia Ocidental. O feito simboliza uma vitória dos povos soberanos contra as sanções criminosas impostas pelos EUA. A união de nações livres é o caminho da resistência anti-imperialista e da vitória rumo a soberania dos povos.

Honra à memória dos mártires das Revoluções Iraniana e Bolivariana!
Fora o Imperialismo da América Latina!
Viva a amizade entre os povos!
Estamos vencendo!

Brasília-DF/Brasil, 28 de maio de 2020

Assinam esta carta:
Entidades:
Associação Cultural José Martí – RS
Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima
Comitê Brasileiro em Defesa dos Direitos do Povo Palestino
Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
Comitê Internacional Paz Justiça e Dignidade aos Povos - Capítulo Brasil
Comitê Lula Livre DF
Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL
IBRASPAL - Instituto Brasil-Palestina
Movimento Cultural de Olho na Justiça – MOJUS
Movimiento Nacional de Amistad y Solidaridad mutua Venezuela Cuba
NDD- Margarida Alves
Núcleo de Base Marisa Letícia do Congresso
Núcleo de Estudos Cubanos (Nescuba)/Ceam/UnB - Coordenador: Martin-Leon-Jacques Ibañez de Novion - - Brasília/DF
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Sinasefe – Brasília
Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores-FNMT
Comunicação Nacional Zequinha Barreto – CONAZB

Pessoas:

Luís Eduardo Mergulhão Ruas
Marajuara Azambuja, servidora pública
Marcia Eloy Jatahy
Maria Luiza Franco Busse-Jornalista, Rio de Janeiro, Brasil
Mariana Diniz Bittencourt Nepomuceno
Odilene Guidão Monteiro
Paulo Roberto Tiecher de Jesus – Aposentado
Pedro César Batista - escritor, poeta e jornalista.
Penélope Diniz Bittencourt Nepomuceno
Rita Buttes - Funcionária Pública
Sayid Marcos Tenório - historiador e escritor. Brasília, DF
Sergio Caldieri - diretor – Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro
Soraya da Silveira Franke – aposentada
Antonio Cabral Filho - escritor, poeta e editor.
Roberto Bergoci -  SP, jornalista e militante revolucionário.
Julio Barbosa - RJ, servidor publico e militante revolucionário.
Kalil Saliba Calixto Barbosa – SP


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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Propostas de Organização * FNMT - BR


Propostas da Organização
Documento pela construção da revolução brasileira,
 primeiro passo para a revolução latino-americana e mundial.

Apresentamos aos camaradas, as seguintes propostas para avançarmos no projeto da criação de uma organização revolucionária internacionalista, tendo como finalidade ser um embrião e ponto de apoio para a formação de um autêntico partido comunista brasileiro, baseado no método do centralismo democrático; amparado num programa revolucionário dos trabalhadores brasileiros e latino-americanos; rechaçando o oportunismo, o cretinismo eleitoreiro e parlamentar, bem como a conciliação de classes; nossa proposta se ancora no melhor da tradição e do legado do marxismo revolucionário, adaptado à nossa realidade como verdadeira bussola  e ciência proletária. Desde já, propomos uma organização que se oriente pelo signo do marxismo leninista e que, neste sentido, declare guerra intransigente, sem quartel à burguesia e seus lacaios, de direita e de “esquerda”. Nosso norte só pode ser a revolução socialista; a destruição violenta do modo de produção capitalista; a ditadura do proletariado e o comunismo.
Abaixo apresentamos algumas propostas de caráter organizacional aos companheiros, ciente de nossas condições e limitações do momento. O documento que segue aos camaradas possui puramente um caráter de esboço, devendo ser criticado e acrescentado coletivamente:
1-Nome da Organização:
A vanguarda revolucionária do proletariado se encontra na atual quadra histórica, afetada gravemente por uma profunda fragmentação, divisões e subdivisões em seu seio: depois de quase 200 anos do Manifesto Comunista e mais 100 da Revolução de Outubro, nos encontramos diante de uma indigência orgânica e fragmentados em pequenas Ligas. Os fenômenos do centrismo e do sectarismo, agrava sobremaneira esse quadro, afetando em cheio as possibilidades dos revolucionários em se enraizarem profundamente na classe e ganhar sua confiança, necessidade das mais importantes para uma vanguarda revolucionária: apartado da classe e do conjunto das massas operárias não pode haver saída.
Visando colaborar no sentido de darmos os primeiros passos para a superação deste problema, propomos uma organização que aglutine o que pode haver de melhor entre os operários revolucionários, superando posições sectárias que se formam em critérios baseadas nas determinadas “escolas” marxistas: as diversas “escolas”, “trotskystas”, “stalinistas”, “maoístas”, “gramiscianos”, “lukacsianos”, etc., subdivisões que somente contribuiu para fragmentar o movimento comunista internacional.
Ao nosso ver, nossa organização deve agrupar todos os revolucionários que aceitam o programa marxista da revolução brasileira e latino-americana; socialista, antiimperialista e que cumpram decisivamente os critérios estabelecidos internamente para um militante. Dessa forma propomos como título de nossa organização: Frente Revolucionária dos trabalhadores-Internacional;
Composição
Uma organização revolucionária séria, precisa antes de tudo contar com revolucionários profissionais, preparados para a arte da guerra contra a burguesia e seu Estado. Dessa forma, uma organização que se propõe a combater e conspirar contra o Estado burguês necessita antes de tudo, ser um verdadeiro Estado maior de nossa classe, sabendo sempre e sem vacilar, que lutamos contra inimigos poderosos.
Com plena consciência de nossas condições, propomos a formação dos seguintes organismo internos:
a.   Comitê de Organização:
Responsável pela elaboração teórica, programática e ideológica da organização;
b.               Comitê Estratégico:
Direção prática e direta da organização. Responsável pela elaboração das atividades, pelas questões de segurança e tática;
c.                Comitê Editorial:
Dirige a imprensa da organização, como o blog, boletim-jornal, canal do You Tube, etc. Este Comitê deve ser composto por um ou dois camaradas que integram os Comitês de Organização e Estratégico, e deve ser responsável pelas pautas de nossa imprensa;
d.               Escola de quadros:
O crescimento teórico e programático de cada militante, é condição necessária para o desenvolvimento de toda a organização. Neste sentido, propomos a criação de um núcleo de formação de quadros, longe de “eslcolasticismo” ou pedantismo, mas autenticamente comunista e revolucionário;
e.               Grupo de Base:
É composto por camaradas que se aproximarem da organização no dia a dia. Nosso grupo da FNMT no whatsapp deve ser mantido e pode estar recrutando e\ou aproximando estes contatos. Lembrando que os camaradas dirigentes devem estabelecer respeitosamente e de forma indireta a linha política em tal grupo, respeitando é lógico, a democracia operária neste fórum.

Documentos Internos
Propomos a elaboração nos próximos dias, dos documentos de regulamentação da organização, bem como do programa, teses da revolução brasileira, finanças, etc.
Além disso, devemos discutir acerca do título do boletim e da possibilidade de criarmos um canal no You Tube.
No sentido de avançarmos no caminho da construção de um polo revolucionário, segue tal esboço para o debate e as críticas dos demais camaradas. Saudações revolucionárias!
Roberto Bergoci - SP
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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Sem Quarentena Para Matar Pobres e Pretos * Jornal FNMT-BR


RACISMO ASSASSINO DA POLÍCIA DE WITZEL:
SEM “QUARENTENA” PARA MATAR POBRES E PRETOS

Um jovem negro chamado João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, foi levado inconsciente de helicóptero por policiais militares após ser baleado na barriga dentro de sua própria casa, durante operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, cidade do Rio de Janeiro. Ele foi encontrado morto dias depois. A operação ocorreu dia 18 de maio, como parte de uma grande ofensiva em várias partes da região metropolitana. O corpo de João Pedro só foi encontrado no Instituto Médico Legal (IML) no dia 19. Quando foi alvejado em casa, ele estava acompanhado de vários jovens, dentre eles um primo. “A gente tava jogando sinuca, e o helicóptero começou a voar em volta da casa, aí começaram a dar tiro em direção ao morro. A gente entrou dentro de casa e ficou lá, aí todo mundo deitou no chão. O primo presenciou os policiais entrando: “Aí a gente foi, deitou no chão, levantou a mão, começamos a gritar que só tinha criança… aí eles tacaram duas granadas na porta da sala, quem estava mais perto da porta era eu e o João”. A tia de João Pedro, chamada Georgia Matos de Assis, de 41 anos, contou mais sobre o caso: “Ele nem estava saindo de casa por conta dessa pandemia. Aí, o primo passou na casa dele e foi lá buscá-lo para brincar. Eles estavam no quintal da casa. Ele se assustou com o policial, e o policial atirou na barriga dele. Até agora não sabemos de nada. Se ele morreu no local ou a caminho do hospital”, disse Georgia. De acordo com a tia de Pedro os familiares fizeram buscas durante toda a madrugada. “Rodamos tudo isso aqui, São Gonçalo, Niterói, atrás dele. Até no Rio fomos. Só localizamos no IML aqui de Tribobó (em São Gonçalo). Um descaso com a vida do menino”, lamentou. João Pedro é o quarto menino morto em ações genocidas da polícia de Witzel, um dos convidados da CUT para o ato de Primeiro de Maio. A verdadeira justiça para João Pedro e todos que foram assassinados pela repressão racista do Rio, certamente não virá pelas mãos das instituições do Estado Burguês, com suas intermináveis investigações que não chegam nunca aos verdadeiros responsáveis criminais. Somente a destruição revolucionária deste regime capitalista poderá justiçar os assassinos de Pedros, Marielles e tantos milhares de pobres “anônimos” vítimas da burguesia e seu Estado de opressão e mortes.


Texto elaborado pelos camaradas da LBI e publicado originalmente no blog da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI).
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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Unidade e Combate Contra os Fascistas: FORA BOLSONARO * Pedro Cesar Batista - DF


Unidade e combate contra os fascistas:
Fora Bolsonaro

A Praça dos Três Poderes, em Brasília, amanheceu nesta quarta-feira,20, com a cor e coragem da luta do povo brasileiro, com suas vozes, palavras de ordem e disposição para escorraçar do Palácio do Planalto o genocida e seu grupo.
Em um ato preparado com antecedência, com pessoal e quantidade previamente estabelecidas, o Comitê Popular Fora Bolsonaro ocupou a praça para afirmar que não aceita mais a prática criminosa contra a classe trabalhadora em curso, comandada por um jagunço do imperialismo e da burguesia.
Com faixas, som e banquinhas para distribuir e vender os materiais que informam, formam e animam o combate na defesa dos verdadeiros interesses da classe trabalhadora foi realizado o ato com a palavra de ordem: Pela vida e por direitos: Fora Bolsonaro.
Durante a atividade, um fascista, que anteriormente agrediu um grupo de enfermeiras durante uma manifestação no mesmo local, foi fazer provocação e ameaçar, tentando intimidar a manifestação. Recebeu o merecido, levou uns tabefes e só não apanhou mais por que a polícia a socorreu. A PM cercou a manifestação do comitê, com cavalaria e muitos policiais, o que nunca fez com os genocidas que saem as ruas pregando e propagando a morte.
Todos os manifestantes do ato contra o genocida e o fascismo estavam de máscaras, com álcool gel e durante toda a atividade ficaram em um distanciamento devido, conforme as orientações da Organização Mundial da Saúde – OMS.
O miliciano do Planalto, com seus jagunços, da janela do Palácio presidencial acompanhou a manifestação, mostrando o medo e covardia característica dos milicianos fascistas.
O Comitê Popular Fora Bolsonaro é composto por militantes do PCO, UP, PT e PSOL, mais ativistas de movimentos populares e sociais que se organizaram para combater o fascista e seu grupo palaciano. A proposta é que sejam criados comitês com as mesmas características em todo o país. Agora é escorraçar o miliciano e seu grupo da Presidência do Brasil, depois é fortalecer a unidade, organização e consciência de classe, para que a classe trabalhadora derrote definitivamente os exploradores e lacaios do imperialismo.

Pedro Cesar Batista - DF

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Manifesto Mobilização Já! * (ObervatórioProletários-BR)

*MANIFESTO MOBILIZAÇÃO JÁ!*
 
Companhir@s,

Todos estão convidados a tomar atitude contra o ataque fascista-neoliberal aos nossos direitos, seja enquanto brasileiros, cidadãos e trabalhadores.

O ataque ao patrimônio nacional através das privatizações é algo nunca visto em nenhum lugar do mundo, e aqui foi mais grave por contar com a colaboração entreguista da imensa maioria do empresariado brasileiro - envolvendo indústrias, comercio, mídia, judiciário, parlamentares, igrejas de diversas correntes, forças armadas e empresas de segurança.

O saque devastador contra nossos direitos de cidadania é a forma encontrada pelo neoliberalismo de extinguir tudo que conhecemos como Seguridade Social, resultado de décadas de conquistas acumuladas através das lutas femininas, juvenis, étnicas  e raciais ocorridas em nosso país desde a Ditadura Cívico-militar de 1964.

A extinção de nossos direitos trabalhistas com a aplicação da "contra-reforma trabalhista" é somente o glacê do imenso "bolo-pacote" servido a todos nós trabalhadores, agora sem Previdencia, Aposentadoria e Carteira Assinada, liberando o empresariado para nos escravizar sem risco nenhum perante leis e Estado/governos.

Mas para garantir tudo isso, apenas a aprovação no parlamento e o respaldo do judiciário não bastam.   Eles necessitam de "Forças Repressivas" auxiliares aliadas aos seus partidos e às Forças Armadas convencionais. Esse é o papel dos grupos fascistas formados por milicianos, bolsonaristas de diversas camadas sociais, religiosos fundamentalistas e por pessoas do lumpen-proletariado marginalizadas - mais popularmente conhecidas como POBRES DE DIREITA.

E O QUE FAZER PARA NOS DEFENDER?

Primeiro, nos organizar. E quando falamos disso, logo vem à cabeça a preocupação com as formas tradicionais de Organização: associações de moradores de bairros/favelas/ocupações etc; pastorais religiosas, entidades culturais, étnicas, de gênero etc; findando em sindicatos e partidos políticos. É aí onde mora o perigo. Todos sabemos que todas essas formas de organização estão VICIADAS. Seja por sua utilização pelos políticos profissionais seja pelos vínculos com ESTADO/GOVERNOS. Além disso, há mais um fator preocupante que é a espionagem dentro delas feita pelas forças inimigas do povo trabalhador.

PORTANTO O QUE NOS RESTA?

Construir novas Formas de Organização. Por isso, estamos propondo a formação de uma Frente de defesa dos trabalhadores, contra o racismo, a homofobia, o meritocratismo, o desemprego e a fome...
...

sábado, 16 de maio de 2020

A renúncia de Teich e o caos no governo Bolsonaro * FNMT - BR


A renúncia de Teich e o caos no governo Bolsonaro
 
O novato ministro da saúde do governo Bolsonaro, Nelson Teich, pediu demissão hoje, com menos de um mês no cargo. Segundo a grande imprensa, o motivo determinante da renúncia foi a discordância do ministro quanto a proposta defendida por Bolsonaro acerca do uso da cloroquina, mesmo sem o menor respaldo médico ou científico.

Na verdade, Teich e Bolsonaro já há alguns dias vinham se indispondo. Teich em linhas gerais, seguia a linha defendida pelo seu antecessor no cargo, Luiz Henrique Mandetta, quanto a defesa do isolamento social; Bolsonaro por sua parte, expressando de forma mais direta os interesses de diversas alas patronais, sabota de forma militante a quarentena, propondo o retorno a chamada "normalidade" social, mesmo diante de um quadro de morticínio crescente no país e da perda do controle sobre a pandemia.
Com efeito, o governo Bolsonaro se afunda cada vez mais numa crise sem saída a vista. Em menos de um mês, três ministros deixam seus cargos diante de uma crise econômica, social, sanitária e política sem precedentes.

O desbaratamento da situação econômica, o recrudescimento dos contágios e mortes pela covid-19, e o colapso do sistema de saúde no país, tem arrastado todo o ambiente político nacional para um turbilhão, em que, a crise de hegemonia burguesa, põe as classes dominantes numa situação aberta de crise de governabilidade.

A situação conjuntural se torna dramática, na medida em que a classe trabalhadora mantém-se na defensiva, sobretudo devido aos reflexos nefastos das traições covardes por parte de suas direções hegemônicas, sobretudo o lulo-petismo, representantes da ideologia burguesa em nosso meio.

O impasse político em que se encontra o país, agravado pela paralisia do movimento operário e popular, cria um gravíssimo vácuo político, que está sendo manobrado pela extrema direita: diante de uma crise orgânica do capital de proporções meteóricas, a grande burguesia rompeu com qualquer política de conciliação e busca uma saída de caráter extremo. Ou seja, as manobras levadas adiante pelos quadros militares do governo Bolsonaro, somado ao apoio explícito que o miliciano tem nas casernas e nas Polícias Militares, mais seus apoiadores milicianos, religiosos e manifestantes verde e amarelo, vemos avançar diante de nossos olhos, a completa fascistização da sociedade, que pode entrar numa fase perigosa de irreversibilidade.

Os movimentos operário e popular precisam sair de sua imobilidade e paralisia. A conjuntura gravíssima, marcada por profundos ataques aos trabalhadores, precisa ter uma resposta resoluta e corajosa da classe trabalhadora brasileira, que mantém todas as condições para derrotar o governo Bolsonaro e barrar os planos genocidas e fascistas do grande capital.

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sexta-feira, 15 de maio de 2020

A SABOTAGEM CRIMINOSA DE BOLSONARO * ( FNMT-BR)

A SABOTAGEM CRIMINOSA DE JAIR BOLSONARO
AO "AUXÍLIO EMERGENCIAL": CAOS E GENOCÍDIO CONTRA OS POBRES NOS CÁLCULOS DO MILICIANO


 O presidente miliciano Jair Bolsonaro tem sabotado por todas as formas o pagamento do "auxílio emergencial" aos trabalhadores brasileiros. Milhares de pessoas cadastradas na Caixa para o recebimento do "auxílio" há mais de um mês, ainda não conseguiram sacar os R$600 aprovados pelo Congresso Nacional. O impasse se agrava, e o desespero de milhares de famílias vem à tona, diante do acirramento de uma crise econômica, sanitária e política, enquanto Bolsonaro esbanja passeando de jet ski.


 Diante deste caldeirão de caos, o governo anunciou hoje o calendário para o pagamento da segunda parcela do "auxílio" ( vejam que milhares de pessoas ainda não receberam nem a primeira parcela e as filas da Caixa são assustadoras diante do risco de contágio), dificultando ainda mais os pagamentos. Na prática, o calendário estabelece que os R$600 só poderão ser sacados à partir de 30 de maio, indo até 13 de junho. Essa burocracia para pagar esses míseros valores, significa de fato um crime contra os trabalhadores sem renda alguma e que precisam comprar comida para seus filhos.


 Bolsonaro tenta dificultar por todos os meios o recebimento do "auxilio" por parte da população pobre, sua lógica é criar o caos, provocar fome e miséria, para obrigar os trabalhadores voltarem ao trabalho mesmo diante dos riscos de morte certa do povo, para favorecer os lucros patronais. Dessa forma, sabota conscientemente o isolamento, atuando como lacaio dos patrões escravagistas que planejam levar seus escravos modernos para o abatedouro, desde que seus infames lucros sejam garantidos.


 Para ficar claro a quem o assassino Jair Bolsonaro representa e defende, desde a chegada do coronavirus ao Brasil, seu governo distribuiu mais de 1 trilhão de reais aos banqueiros, sem falar dos benefícios de todo tipo que garantiu aos grandes empresários, enquanto ataca ls direitos básicos do povo trabalhador e sabota criminosamente o pagamento de míseros R$600 aos mais necessitados. 


 Este governo genocida precisa ser derrubado pelo povo brasileiro, do contrário presenciaremos a mortandade e miséria sem precedentes de nosso povo.
 Fora Bolsonaro, Mourão e os militares!!! 

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terça-feira, 28 de abril de 2020

Além do Terrorismo Farmacêutico * FNMT-BR

ALÉM DO TERRORISMO FARMACÊUTICO
 
-Campina Grande-PB empresários obrigam
funcionárias a se ajoelharem
pedindo reabertura de lojas-
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O chamado corona-vírus é uma arma biológica da burguesia estadunidense em sua guerra comercial contra as burguesias nacionais do mundo, especialmente da China, Irã e União Européia, suas principais rivais junto com a russa. De quebra, é uma forma de controle social com a intenção de conter a mobilização popular contra a crise global do capitalismo, não só por meio do estado de sítio, como através da recessão econômica, um elemento desagregador da classe trabalhadora.

O vírus corona foi desenvolvido no Fort Detrick, no estado de Maryland, o principal laboratório de armas biológicas das Forças Armadas norte-americanas, e implantado primeiramente na China, através de militares estadunidenses participantes dos jogos esportivos mundiais da categoria, realizados na cidade de Wuhan, em outubro de 2019. Mesmo momento em que se elaborou a perspectiva de tal ação genocida, por meio de uma simulação nomeada Evento 201, um "exercício de pandemia global" ocorrido em New York, organizado pelo Centro Johns Hopkins em parceria com o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates, "exercício" no qual a covid-19 leva à morte cerca de 65 milhões de pessoas.

Essa  pandemia programada, além de permitir uma implosão calculada da bolha financeira, com o resgate de títulos podres pelo orçamento dos estados, acrescido de uma grande expansão do endividamento geral, ainda traz um fôlego para a indústria farmacêutica, um dos principais setores da burguesia imperialista. Tudo às custas da miséria e da morte de centenas de milhões de trabalhadores, cuja organização contra esses arbítrios, num primeiro momento, fica comprometida pelo aumento do caos, da repressão, e pelas necessidades imediatas de conservação da própria vida.

Porém, essa saída drástica para a crise do sistema tem um prazo de validade determinado. Chega um ponto em que as populações submetidas se levatam, e a vantagem quantitativa faz a diferença em favor do povo no enfrentamento com os aparatos dos estados. O mesmo caminho que, a princípio, leva à desagregação das organizações populares, no momento seguinte, causa a união das populações contra os governos. Aí entra o complemento da recessão: a guerra.

O engajamento militar é a única solução da burguesia decadente para dominar os efeitos da implosão econômica programada. A experiência de 1929 é a ocasião mais ilustrativa do fato, não por acaso, também precedida por uma pandemia da então dita "gripe espanhola". A burguesia imperialista se aproveitará do enfraquecimento dos estados e das burguesias nacionais para aplicar um golpe ainda mais duro contra as populações, promovendo grandes guerras regionais ou mesmo uma guerra mundial de ocupação e pilhagem, numa tentativa de salvar a ordem monopólica do capitalismo.

A saída para a classe trabalhadora é a mesma dos tempos normais, isto é, a organização. Quanto antes e melhor o povo se organizar de forma independente dos estados e das burguesias locais, tanto mais eficaz será o enfrentamento da crise e a dissipação da guerra. Nesse sentido, cabe aos comunistas, vanguarda do proletariado mundial, encabeçar a associação independente do povo, a começar livrando as organizações populares e classistas do setor esquerdo da burguesia, obstáculo fundamental à independência de classe dos trabalhadores e sua mobilização revolucionária.
(Boletim Político/Face)
 FRENTE NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

domingo, 26 de abril de 2020

101 ANOS DE FUNDAÇÃO DA 3ª INTERNACIONAL * Roberto Bergoci - SP

101 ANOS DE FUNDAÇÃO DA 3ª INTERNACIONAL



No dia 24 de janeiro de 1919, o Comitê Central do Partido Comunista Russo (novo nome do Partido Bolchevique), junto das direções dos partidos comunistas de diversos países que estavam na Rússia Soviética, como Partido Socialista Operário norte- americano, Partido Comunista húngaro, polonês, alemão, letão, austríaco, finlandês e mais a Federação Socialista Balcânica, lançam um impactante chamado ao primeiro congresso da nova internacional revolucionária dos trabalhadores. Estava nascendo a III Internacional, ou Internacional Comunista. O chamado lançado pelos partidos comunistas, explicita a necessidade imperiosa de uma nova internacional, que correspondesse à nova etapa que adentrava a sociedade burguesa, marcada profundamente pela formação e acirramento dos monopólios e dos cartéis de grandes grupos capitalistas. Essa etapa da sociedade burguesa foi caracterizada de forma clássica por Vladimir I. Lenin, no livro Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo, de 1917.
Após a completa degeneração da II Internacional e dos partidos socialdemocratas reformistas que a compunham, sobretudo o partido socialdemocrata alemão de Karl Kaustsky, que havia apoiado a Primeira Guerra Mundial imperialista, os revolucionários internacionalistas fortemente influenciados pela revolução russa de 1917, dirigida por Lenin e Trotsky, percebem a importância da criação de uma nova internacional, que combateria mundialmente o capitalismo de forma orgânica e centralizada.
Segundo o chamado de fundação da III Internacional:
“Os partidos e organizações abaixo-assinados consideram como uma necessidade imperiosa a reunião do primeiro congresso da nova Internacional revolucionária. Durante a guerra e a revolução, não somente se manifestou a completa bancarrota dos velhos partidos socialistas e socialdemocratas e com estes a da II Internacional, como também a incapacidade dos elementos centristas da velha socialdemocracia na ação revolucionária. Ao mesmo tempo se distinguem os contornos de uma verdadeira Internacional revolucionária”.
Os doze pontos elaborados pela direção da Internacional, descrevem as táticas e condutas dos partidos socialistas e comunistas que a integravam. No chamado, fica patente a necessidade da derrubada do capitalismo, que adentrava numa época de crises agudas e decomposição e que a tarefa do proletariado revolucionário era a tomada do poder pelos trabalhadores contra a burguesia decadente internacionalmente.
O 1.º Congresso da nova Internacional, se reuniu na Rússia soviética, entre os dias 2 e 6 de março de 1919 e se deu em meio à Guerra Civil que o imperialismo levava adiante contra a pátria revolucionária. No discurso de abertura do Congresso, Lenin afirmava: Por mandato do Comitê Central do Partido Comunista Russo, declaro aberto o primeiro congresso da Internacional. Antes de mais nada, lhes peço que nos levantemos para honrar a memória dos melhores representantes da III Internacional: Karl Liebcknecht e Rosa Luxemburgo”. Esses dois gigantes do proletariado haviam sido assassinados recentemente pela socialdemocracia alemã. Os bolcheviques, sobretudo Lenin e Trotsky, sabiam muito bem que sem a expansão da revolução proletária pelos principais países da Europa, a revolução poderia ser estrangulada pelas forças do capital imperialista, pois a Rússia soviética continuaria isolada em meio ao mar capitalista.
Segundo retrospecto de Lenin no 3.º Congresso da Internacional: “Compreendíamos perfeitamente que a vitória da revolução era impossível [em nosso país] sem o apoio da revolução internacional e mundial. Tanto antes como depois da revolução, pensávamos: ou a revolução acontece, se não imediatamente, pelo menos muito em breve nos outros países mais desenvolvidos do ponto de vista capitalista, ou então estaremos condenados a perecer”.
Dessa forma, como bem disse Zinoviev: “Desde seu nascimento a III Internacional liga seu destino ao da Revolução Russa”.
Diferente da I Internacional de Marx e Engels, que possuía um caráter de frente única entre diversas tendências do movimento operário, como comunistas, socialistas, anarquistas, sindicalistas,  etc., e da II Segunda Internacional, que era uma espécie de federação de partidos socialdemocratas e socialistas, a Terceira funcionava de acordo com os critérios do centralismo democrático, defendido por Lenin em sua concepção de partido operário. Ou seja, baseado na experiência da Revolução de Outubro de 1917 e na nova etapa da mundialização do capital imperialista, a III Internacional foi formada como um partido mundial da revolução socialista, um agente e guia internacional da derrubada do capitalismo.
Os primeiros quatro congressos da Internacional Comunista significaram um profundo avanço programático para a luta dos trabalhadores. Nestes estão inseridos a luta contra o oportunismo, o sectarismo, o ultra esquerdismo, a Frente Única, além de importantes resoluções quanto à questão da mulher, dos negros, da luta dos povos semicoloniais e coloniais, mas também do trabalho dos comunistas nos sindicatos e nas fábricas.
Na resolução sobre a tática, por exemplo, votada no Terceiro Congresso em junho de 1921, se percebe uma atualidade irretocável: “(...) é necessário tomar cada necessidade das massas como ponto de partida da luta revolucionária, que em seu conjunto poderá constituir a corrente poderosa da revolução social. Porém, para realizar essa tarefa, os partidos comunistas devem propor as reivindicações cuja realização constituem uma necessidade imediata e urgente para a classe operária e devem defender essas reivindicações nas lutas de massas, sem se importar em saber se são compatíveis ou não à exploração agiota da classe capitalista”.

A degeneração stalinista
O período do Termidor soviético, conforme definido por Leon Trotsky no capítulo V do livro A Revolução de Traída de 1936, como “a vitória da burocracia sobre as massas”, foi cruel para a sobrevivência da Internacional Comunista. O agravamento das condições de saúde de Lenin, o isolamento do Estado operário sabotado economicamente pelo mundo capitalista, os estragos causados pela Guerra Civil, o abatimento das massas, entre outros fatores, favoreceu o avanço da burocratização do Estado operário soviético, do Partido Comunista Russo, mas também e, fundamentalmente, da Internacional.
A política reacionária do “socialismo em um só país”, que expressava o conservadorismo da casta burocrática encabeçada por Stalin, dominou a política da Internacional Comunista desde a morte de Lenin. Em 1927, a política de colaboração de classes levada adiante pela burocracia, levou à derrota da revolução chinesa: Stalin e toda a direção da Internacional burocratizada submeteu o partido comunista chinês ao nacionalismo burguês do Kuomitang, dirigido por Chiang Kai-Shek, que em seguida promoveu um massacre contra os revolucionários.
Nessa época, a burocracia rompendo com a da Frente Única, votada no IV Congresso da Internacional, passou a defender as Frentes Populares, que amarravam o proletariado às burguesias ditas “progressistas”, levando à diversas derrotas dos trabalhadores. Em seguida, nos anos de 1930, dando um giro qualitativo, a direção termidoriana entra no seu “terceiro período”, caracterizado por um ultra esquerdismo extremado, não menos nocivo que seu apoio às Frentes Populares.
Igualando a socialdemocracia ao fascismo, a “teoria” stalinista do “social-fascismo” se negava, mesmo na iminência do perigo nazista, em articular a frente única do Partido Comunista alemão com os trabalhadores socialdemocratas, facilitando dessa forma a subida de Hitler ao poder e abrindo anda mais o caminho para a Segunda Guerra Mundial, levando Trotsky a declarar morta a Internacional Comunista e a criar a IV Internacional, baseada nos quatro primeiros congressos da Terceira.
Após a Segunda Guerra Mundial Stalin, levando adiante a política de coexistência pacifica com o imperialismo, dissolveu oficialmente a III Internacional, mostrando à burguesia mundial sua disposição em ser um freio contra a revolução proletária e um dos sustentáculos da ordem burguesa.
Apesar da burocratização e traição stalinista, a III Internacional além de extremamente atual e necessária, ficará para sempre como um exemplo de combate e da necessidade da luta internacional intransigente do proletariado revolucionário contra a burguesia e o imperialismo, um verdadeiro legado de nossos heroicos camaradas que a fundaram, sobretudo os bolcheviques dirigidos por Lenin e Trotsky. Neste sentido, reivindicamos seus quatro primeiros congressos como patrimônio da classe trabalhadora mundial!

A necessidade do combate internacional contra o capitalismo
O internacionalismo proletário, ou seja, a união internacional dos trabalhadores para a sua luta política contra o capital, constitui-se num dos princípios fundamentais do socialismo cientifico. Surge mesmo, do caráter cada vez mais internacionalizado da economia capitalista e das suas forças produtivas, muito diferente da sociedade feudal ou agrária pré-capitalista, que mantinha uma estrutura fragmentada baseada em pequenos Estados, além de relações sociais e políticas estreitas, que impediam de fato o desenvolvimento das forças produtivas.
De acordo com Marx e Engels:
“Impelida pelas necessidades de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo terrestre. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte.” (Manifesto Comunista de 1848). Dessa forma, se o regime capitalista tende para a mundialização de suas relações de produção e se o capital desloca geograficamente e constantemente suas contradições, a luta dos trabalhadores possui em essência um caráter internacional contra a burguesia.
Podemos observar este fato empiricamente nos dias atuais, na chamada “globalização neoliberal”. Na atual fase do capitalismo, marcada pela completa desregulamentação da circulação de capitais por parte dos Estados burgueses modernos, as grandes empresas multinacionais têm deslocado constante e permanentemente seus empreendimentos pelo globo, em busca de baixos salários, condições degradantes de labor, benefícios fiscais por parte dos Estados nacionais e etc., que na prática e em última instância barateiam os custos de produção e incrementam as condições de concorrência por parte dos grandes monopólios. Mas do outro lado da moeda, põem os operários na defensiva, acirram a concorrência entre os proletários de diversos países e precarizam e degradam as condições mais básicas de sobrevivência dos trabalhadores, sobretudo nos países dependentes e semicoloniais da Ásia, África e América Latina.
Um acontecimento histórico atual, que deixa bem claro o fato de que, no capitalismo, as lutas de classes, assim como as relações de produção burguesas e as forças produtivas, ultrapassam seus limites nacionais, mesmo no terceiro mundo onde ocorrem lutas nacionalistas e anti-imperialistas.  Na Venezuela, por exemplo, é possível observar de forma clara e objetiva, como as forças do capitalismo internacional atuam em conjunto para levar adiante seus interesses de pilhagem colonial entre as diversas facções da burguesia imperialista. Se não for socorrida pelo proletariado internacional, em primeiro lugar da América Latina, as massas venezuelanas terão sérias dificuldades em resistir ao criminoso assédio imperialista, articulado internacionalmente. O exemplo venezuelano possui todo um valor pedagógico para os trabalhadores: a burguesia, apesar de suas contradições, sempre que necessário e quando se trata de defender seus interesses de classe atua para si em nível internacional contra os trabalhadores e estes só podem responder de forma efetiva também na arena da luta de classes internacional.
Essa rotatividade internacional do capital está diretamente conectada à fase imperialista da economia mundial burguesa, onde predomina a exportação de capital em detrimento à de mercadorias. Como nos diz Lenin: “O que caracteriza o antigo capitalismo, onde reinava a livre concorrência, era a exportação de mercadorias. O que caracteriza o capitalismo atual, onde reinam os monopólios, é a exportação de capitais.” (Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo).
Assim sendo, a burguesia, apesar das profundas contradições em seu interior, utiliza como escudo contra a luta nacional dos trabalhadores, a internacionalização das forças produtivas e o deslocamento de suas contradições no interior dos Estados nacionais para a arena da economia mundial. Dessa forma, a luta dos trabalhadores para ter êxito contra o capital necessita ser internacional. Como diz o filósofo trotskista George Novack, citado no livro de Alicia Sagra, História das Internacionais Socialistas, editora Sunderman, de 2005:
“O internacionalismo não é um dogma, nem um sonho, nem uma ideia sentimental, impossível de realizar. Para os materialistas, o internacionalismo é o reconhecimento e a compreensão da realidade e das necessidades da civilização contemporânea. Estas bases materiais sociais da economia mundial constituem os verdadeiros fundamentos do internacionalismo marxista.”.
A atual e profunda crise orgânica pelo qual passa a sociedade burguesa em todo o mundo exige uma resposta também mundializada dos trabalhadores. O grande capital imperialista tem implementado, na prática, uma ofensiva histórica contra o proletariado em todos os países. Em nível mundial, a burguesia tem estabelecido um novo padrão de acumulação, baseado num rebaixamento internacional acentuado do padrão de vida das massas e na espoliação selvagem de sua existência. A lógica disso é que, o capital tem conseguido nivelar relativamente e por baixo, a taxa de exploração internacional dos trabalhadores.
Este processo contrarrevolucionário se acentuou sobremaneira, com a restauração capitalista na União Soviética e na China, resultando numa ofensiva brutal tanto econômica e política, como ideológica, contra o operariado de todos os países.
No entanto, todos os mecanismos de contenção da resistência operária, estão absolutamente comprometidos devido ao aprofundamento irreversível da crise global e universalizante, que atinge o regime burguês em seu conjunto. O regime de acumulação neoliberal colocado em marcha após a derrocada das políticas econômicas keynesianas, está falido e esgotado, sendo vetor de profundas e constantes instabilidades no coração da ordem burguesa.
Com a completa mundialização das forças produtivas do capital, esgota-se assim suas possibilidades de expansão, restando ao capital lançar mão de suas forças destrutivas contra a própria humanidade. Mas por outro lado, as condições materiais para a emancipação dos trabalhadores e do conjunto da humanidade estão dadas.
Se os trabalhadores vivem uma crise de direção revolucionária, devemos afirmar com base na realidade objetiva que a burguesia vive crise pior. Toda a superestrutura da sociedade burguesa está contaminada pela profunda crise orgânica do regime capitalista, diminuindo decisivamente as condições das classes dirigentes deslocarem suas contradições profundas e insolúveis, como lançavam mão num passado distante.
O proletariado tem a vantagem de se encontrar do lado certo da maré histórica. Como toda a história tem mostrado, os períodos que antecederam os grandes embates das lutas de classes, foram precedidos por épocas contrarrevolucionárias. Depois do desgaste dos principais mecanismos de contenção burgueses, o próximo período será o do ascenso operário, que necessita urgentemente superar a crise de direção.
Batalhar pela criação dos partidos revolucionários em cada país é tarefa de suma importância para o proletariado em seu embate de vida ou morte contra a burguesia no terreno nacional, mas não basta: a atual época histórica cobra mais do que em qualquer outro período, a criação do partido mundial da revolução, arma decisiva para o proletariado em sua luta pela derrubada do capitalismo internacionalmente. Como o grande revolucionário russo Leon Trotsky nos ensinou em suas teses publicadas no Epílogo da edição de Sunderman de 2012, de A Revolução Permanente (de 1930):
“A revolução socialista não pode ser concluída nos marcos nacionais. Uma das principais causas da crise da sociedade burguesa reside no fato de que as forças produtivas por ela engendradas tendem a ultrapassar os limites do Estado nacional. Daí as guerras imperialistas de um lado, e a utopia dos estados Unidos burgueses da Europa do outro. A revolução socialista começa no terreno nacional, desenvolve-se na arena internacional e termina na arena mundial. Por isso mesmo, a revolução socialista se converte em revolução permanente, no sentido novo e mais amplo do termo: só termina com o triunfo definitivo da nova sociedade em todo o nosso planeta.”.
Diante da enfermidade de morte que atinge cronicamente a sociedade burguesa senil, que nada tem mais a oferecer à humanidade, a não ser desemprego, fome, guerras e destruição, se faz cada vez mais atual o chamado dos dois gigantes do proletariado internacional Marx e Engels, no Manifesto Comunista“ Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”

ROBERTO BERGOCI - SP
texto publicado originalmente no jornal
GAZETA REVOLUCIONÁRIA
100 anos da fundação da III Internacional: a atualidade do partido mundial da revolução para barrar o caminho da barbárie imperialista!
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